Escrever artigos para a comunicação social, mesmo que curtos, leva-nos a momentos de alguma dúvida e indecisão. Foi o que aconteceu comigo na preparação deste meu escrito. E com alguma dúvida e indecisão, decidi-me a apresentar aos leitores, algumas ideias de Richard Magill (em forma de tópicos), relativamente a aspectos que devem estar na mente de todo o treinador de atletas jovens. Magill é professor na Universidade Estadual da Louisiana e tem-se dedicado às questões da aprendizagem motora.
No entanto, antes de as apresentar, gostaria de realçar as declarações do Coordenador Técnico do Benfica, Prof. Arnaldo Cunha, aquando da sua última estadia cá nos Açores, manifestando o seu agrado pela qualidade crescente do trabalho que os treinadores açorianos têm desenvolvido nos últimos anos. Tal facto deixa-nos orgulhosos e confiantes no trabalho futuro a realizar. Efectivamente, a qualidade do desporto açoriano, para além de outros factores, terá forçosamente de estar relacionada com a qualidade do treino dos nossos jovens. E quanto ao assunto, muito temos a esperar dos treinadores açorianos.
Então, passemos às recomendações de Magill.
1- O treino deve estar orientado para a aprendizagem dos “skills” básicos de cada desporto, promovendo de modo multiforme as aquisições dos fundamentos técnicos e tácticos das diferentes modalidades.
2- Deve evitar-se a especialização precoce, pois não restam dúvidas de que uma especialização, especialmente antes da puberdade, não traz benefícios futuros. A direcção da carga de treino deve estar orientada para uma prática generalizada e, quando possível, à prática de outras modalidades desportivas. Mesmo considerando um único desporto, não deve haver especialização.
3- O treino deve dar à criança (e ao jovem), oportunidades de sucesso, de modo a que ela se sinta atraída em participar nas actividades que lhe são propostas. Será pois necessário todo um envolvimento que leve a criança a dar um sentido àquilo que faz, integrando os seus hábitos desportivos nas suas necessidades do quotidiano, fazendo com que estes perdurem pela vida fora.
4- A idade cronológica da criança, nem sempre corresponde à idade biológica ou maturacional. Se uma criança apresenta um grau de maturação retardado, não pode exibir o mesmo nível de mestria dos diferentes "skills" motores das outras crianças que são avançadas no seu estatuto maturacional.
Eis algumas ideias que deixo à reflexão dos leitores.
No entanto, antes de as apresentar, gostaria de realçar as declarações do Coordenador Técnico do Benfica, Prof. Arnaldo Cunha, aquando da sua última estadia cá nos Açores, manifestando o seu agrado pela qualidade crescente do trabalho que os treinadores açorianos têm desenvolvido nos últimos anos. Tal facto deixa-nos orgulhosos e confiantes no trabalho futuro a realizar. Efectivamente, a qualidade do desporto açoriano, para além de outros factores, terá forçosamente de estar relacionada com a qualidade do treino dos nossos jovens. E quanto ao assunto, muito temos a esperar dos treinadores açorianos.
Então, passemos às recomendações de Magill.
1- O treino deve estar orientado para a aprendizagem dos “skills” básicos de cada desporto, promovendo de modo multiforme as aquisições dos fundamentos técnicos e tácticos das diferentes modalidades.
2- Deve evitar-se a especialização precoce, pois não restam dúvidas de que uma especialização, especialmente antes da puberdade, não traz benefícios futuros. A direcção da carga de treino deve estar orientada para uma prática generalizada e, quando possível, à prática de outras modalidades desportivas. Mesmo considerando um único desporto, não deve haver especialização.
3- O treino deve dar à criança (e ao jovem), oportunidades de sucesso, de modo a que ela se sinta atraída em participar nas actividades que lhe são propostas. Será pois necessário todo um envolvimento que leve a criança a dar um sentido àquilo que faz, integrando os seus hábitos desportivos nas suas necessidades do quotidiano, fazendo com que estes perdurem pela vida fora.
4- A idade cronológica da criança, nem sempre corresponde à idade biológica ou maturacional. Se uma criança apresenta um grau de maturação retardado, não pode exibir o mesmo nível de mestria dos diferentes "skills" motores das outras crianças que são avançadas no seu estatuto maturacional.
Eis algumas ideias que deixo à reflexão dos leitores.
Artigo publicado no Jornal Correio dos Açores, edição de 3 de Dezembro de 2009.
Rubrica Bilhete Postal.