CONCLUSÕES DO ESTUDO
1. O
nível médio do atletismo nacional é qualitativamente superior ao do atletismo
regional, em todas as especialidades. No entanto, verifica-se que em algumas
especialidades (saltos e lançamentos),
as diferenças não são significativas, nomeadamente nas provas de:
·
salto em comprimento, salto
em altura e arremesso de bola ( escalão de
infantis femininos)
·
lançamento do peso e
arremesso de bola ( escalão de infantis masculinos)
·
lançamento do dardo (escalão
de iniciadas femininos)
2.
As diferenças mais
significativas surgem na especialidade de meio-fundo,
nos dois escalões e em ambos os
sexos, constituindo a especialidade com níveis qualitativos mais fracos de todo
o atletismo açoriano.
3.
Em termos de lugares
conquistados pelos atletas açorianos na fase nacional do DN Jovem, os lançamentos
e os saltos constituem as especialidades como maior número de
medalhas alcançadas, 49.0% e 29.5%
respectivamente (ver anexo). De notar que os lançamentos representam
cerca de metade das medalhas conquistadas, o que sugere boas
aptidões dos jovens açorianos para esta especialidade. No meio-fundo e marcha,
pelo contrário, não se registam classificações nas oito primeiras posições até
ao momento (escalão de iniciados). Apenas surgem como melhor classificação um
5ºlugar nos 1000 metros
marcha (infantis masculinos) e um 6ºlugar nos 1000 metros (infantis
femininos). Desta forma, os resultados indiciam que o "investimento"
do atletismo dos Açores terá de ser feito prioritariamente nas disciplinas técnicas, não esquecendo
todavia o meio- fundo e fundo.
4.
Os resultados sugerem que em
termos relativos tem havido uma maior evolução do atletismo regional em relação
ao atletismo nacional, uma vez que nas 10 situações em que os dados traduzem
uma tendência linear, 7 referem ao nível regional, enquanto que apenas 3 dizem
respeito ao nível nacional.
A partir dos resultados apresentados, sugere-se a
realização de um trabalho de pesquisa para a determinação das causas da
debilidade do meio fundo açoriano nos escalões mais jovens.
O texto completo do estudo está na Página
“Documentação”